Vereadores visitam obra da ETE: conclusão prevista para dezembro de 2018

04/07/2017 - Presidente do DAE, Eric Fabris disse que erros no projeto executivo causaram grande parte do atraso no cronograma dos trabalhos

Vereadores fizeram questionamentos sobre razão dos atrasos na obra

Em visita ao canteiro da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE), realizada na manhã desta terça-feira (04/07), vereadores foram informados que a obra só deve ser concluída em dezembro de 2018.

Participaram da atividade os membros da Comissão de Obras e Serviços Públicos – Mané Losila (PDT), Fábio Manfrinato (PP) e Luiz Carlos Bastazini (PV) –, além dos parlamentares José Roberto Segalla (DEM), Natalino Davi da Silva (PV) e Ricardo Cabelo (PPS). O presidente Sandro Bussola (PDT) foi representado por assessores.

Os vereadores foram recebidos pelo presidente do DAE, Eric Fabris, e pelo secretário municipal de Obras, Ricardo Olivatto.

Contratualmente, a ETE deveria ter sido inaugurada em setembro de 2016, mas um aditivo firmado entre a administração e a COM Engenharia, empresa responsável pela execução das obras, fixou dezembro deste ano como o novo prazo, que também não será cumprido, como admitiram os agentes do governo.

Além de impasses de natureza administrativa, os atrasos teriam sido motivados por falhas e omissões no projeto executivo, contratado em 2010 pelo DAE, por R$ 1,9 milhão.

O estudo foi desenvolvido pela empresa Etep, que, posteriormente, foi incorporada à multinacional Arcadis Logos.

Presidente do DAE, Eric Fabris afirmou aos parlamentares que o município não vinha sendo devidamente assistido pela projetista.

A Arcadis Logos, no entanto, teria se comprometido, há cerca de 15 dias, designar uma equipe exclusivamente para sanar as dúvidas do DAE e da Secretaria de Obras acerca do projeto executivo da ETE.

Fabris pontuou que a mudança de postura em favor do poder público só foi observada após o prefeito Clodoaldo Gazzetta (PSD) ter autorizado que o DAE ingressasse com uma ação judicial contra a empresa.

A expectativa é de que o diálogo entre o município e a Arcadis Logos se intensifique nos próximos 20 dias.

Estacas

O presidente do DAE, que é engenheiro, também confirmou aos vereadores que a administração ainda não sabe sequer se as estacas cravadas com o intuito de garantir a sustentação dos tanques da ETE são capazes de suportar as cargas às quais serão submetidas. O resultado depende de mais nove ensaios (testes).

Os questionamentos em torno do dimensionamento das estacas vieram à tona há quase um ano e foram objeto de vistoria da Câmara Municipal ao canteiro de obras na Legislatura anterior (2013-2016).

Preliminar

Apesar da previsão de conclusão da obra para dezembro de 2018, Eric Fabris e Ricardo Olivatto estimam que, até o final deste ano, seja possível dar início ao tratamento preliminar do esgoto, que consiste na retirada dos resíduos sólidos dos dejetos. A gestão passada estimava que essa etapa do serviço seria viabilizada no último mês de maio.

O presidente do DAE pondera, contudo, que mesmo o cumprimento deste novo prazo depende da compra e entrega de equipamentos e também da viabilização das instalações elétricas por parte da CPFL Energia.

Acompanhamento

Presidente da Comissão de Obras e Serviços Públicos, o vereador Mané Losila (PDT) lamentou o andamento lento da construção. “Quanto mais tempo demora, mais cara a obra fica em função dos reajustes anuais de preço”, observou.

O parlamentar espera que, com o estreitamento do diálogo com a empresa projetista e a solução de impasses de natureza administrativa, o novo cronograma seja cumprido.

“Vamos acompanhar de perto, solicitar informações sempre que necessário e promover visitas periódicas”, pontuou Losila, ao fim da visita ao canteiro da ETE.

O DAE informa que 53% das obras civis previstas foram executadas. Elas representam 40% do custo do projeto, contratado por R$ 129 milhões. A maior parte deste valor está relacionada à aquisição de equipamentos.

 

VINICIUS LOUSADA

Assessoria de Imprensa