Vereadores se reúnem com a Saúde para discutir melhorias nos atendimentos

- Assessoria de Imprensa

Secretário de Saúde e Diretora do Duupa participaram das discussões que tentam encontrar maneiras de diminuir as filas de espera dos pacientes

Nesta sexta-feira (8/10), os vereadores se reuniram com o vice-prefeito e secretário de Saúde, Orlando Costa Dias, no plenário “Benedito Moreira Pinto” da Casa de Leis, para discutir a reabertura do Pronto Socorro Central (PSC) e os problemas enfrentados pelo município na área da saúde, que vão desde fila de espera de internação aos atendimentos por exames. Desde março deste ano, o atendimento no PS Central está restrito aos casos de politraumas extremamente graves e Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG).

A reunião foi conduzida pelo vereador Junior Rodrigues (PSD), que teve a iniciativa de agendar o encontro com os representantes da Secretaria de Saúde do município. Também participaram da reunião os vereadores Markinho Souza (PSDB), presidente da Casa; Eduardo Borgo (PSL), Julio Cesar (PP), Junior Lokadora (PP), Coronel Meira (PSL), Chiara Ranieri (DEM), José Roberto Segalla (DEM) e Guilherme Berriel (MDB).

Fiscalização no PSC

Na última segunda-feira (4/10), após a sessão legislativa, os vereadores Junior Rodrigues (PSD), Estela Almagro (PT), Eduardo Borgo (PSL), Junior Lokadora (PP), Julio Cesar (PP), Coronel Meira (PSL) e Markinho Souza (PSDB) estiveram ‘in loco’ na unidade de pronto atendimento para apurar a demanda do PSC em relação aos atendimentos à população e encaminhamentos de outras unidades.

Os vereadores também cobram a abertura do Pronto Atendimento Infantil (PAI), atualmente localizado ao lado do Pronto Socorro Central (PSC) que, desde março de 2018, teve os atendimentos descentralizados para outras Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) da cidade.

Discussões

Prestaram esclarecimentos em conjunto o atual secretário municipal de Saúde, Orlando Costa Dias, e a diretora do Departamento de Urgência e Unidades de Pronto Atendimento, Alana Trabulsi Burgo.

Segundo Orlando Costa Dias, o Pronto Socorro Central (PSC) faz uma triagem no pré-atendimento e encaminha os pacientes, conforme as necessidades, para uma das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) do município. Ainda segundo o secretário, as situações em que há conflito de informações e os pacientes não são atendidos, são exceção, já que os profissionais são orientados a atender em caso de urgência.

Junior Rodrigues questionou se existe a possibilidade de realizar atendimentos pediátricos em todas as UPAs, em virtude da desmobilização do Pronto Atendimento Infantil (PAI). Orlando Costa Dias disse não ser possível oferecer este atendimento em todas as unidades porque é difícil encontrar profissionais médicos dessa especialidade para suprir os postos de trabalho.

Eduardo Borgo indagou o vice-prefeito sobre os procedimentos que um cirurgião realiza nas unidades de urgência, se é como no PSC. O secretário respondeu que alguns pequenos procedimentos, como intubação, precisam ser realizados por um cirurgião.

Costa Dias disse ainda que a rotina de atendimento no PSC é imprevisível, com momentos mais tranquilos e outros que precisam de diversos profissionais disponíveis ao mesmo tempo.

Borgo questionou Costa Dias sobre o uso do prédio onde funcionava Posto Avançado COVID-19 (PAC). Segundo o secretário, o local está vazio, sendo aquele prédio o local onde o Executivo visa instalar um hospital municipal e que depende de investimentos em torno de R$ 6 a R$ 10 milhões.

Alana Burgo explicou que os leitos que ali ficavam não são ociosos porque todos os profissionais que ali atendiam eram do contrato emergencial firmado com a Fundação Estatal Regional de Saúde da Região de Bauru (Fersb).

Questionado por Borgo sobre os procedimentos que poderiam ser feitos em um futuro hospital municipal, Orlando explicou que a ideia inicial é atender procedimentos rápidos, como luxações e cirurgias de baixa complexidade, diminuindo o tempo de espera por vagas.

Borgo questionou o secretário sobre as chances da criação dessa unidade ser efetivada, principalmente em relação ao desprendimento de receita necessária para o seu custeio. Costa Dias disse acreditar que com a troca de modelo de convênio na UPA Geisel/Redentor, funcionários poderiam ser realocados ou contratados via concurso público. O gestor também acredita que um hospital no modelo pensado, de baixa complexidade, não teria custo muito maior que uma UPA.

Markinho Souza cobrou melhoria na comunicação entre as unidades de saúde, para que a dispensa de pacientes sem o atendimento ou sem encaminhamento, não aconteça com frequência. O presidente da Casa de Leis também pediu publicidade às unidades e os horários que elas dispõem de médicos especialistas, como ortopedistas.

Alana Burgo explicou que o plantão de ortopedia na UPA Bela Vista foi criado durante a pandemia, mas que o profissional generalista consegue atender grande parte das intercorrências que chegam até as unidades.

Junior Rodrigues cobrou que a orientação dos pacientes que não podem ser atendidos em uma unidade seja assertiva e que, em caso de urgência, o atendimento aconteça de forma humana, não permitindo que o munícipe saia da unidade sem o acolhimento.

Coronel Meira indagou Orlando Costa Dias sobre os números de indivíduos que vieram a óbito no Pronto Socorro Central (PSC), enquanto aguardavam vaga. O secretário informou que desde o início do ano até o mês de agosto, 371 pessoas faleceram nesta situação, contabilizando os óbitos relacionados à COVID-19. Meira citou que o portal da Prefeitura de Bauru registra, hoje, 59 pessoas aguardando vagas de internação, sendo 5 vagas de UTI e, também do total, 22 pessoas estão esperando no PS Central.

Para o secretário, um dos problemas enfrentados na oferta de vagas é a demora para desmobilização dos leitos de UTI ociosos que estão destinados aos pacientes com a COVID-19.

Guilherme Berriel pediu que o foco seja o atendimento geral da população, principalmente com a diminuição da intensidade da pandemia no município, que há dias não registra novos óbitos.

Julio Cesar questionou Orlando Costa Dias sobre os procedimentos adotados pela gestão em casos de omissão de socorro ou não atendimento. O secretário informou que os servidores têm sido orientados a proceder com o atendimento, e que quando é diagnosticado que as orientações não têm sido seguidas, esse servidor tem sido punido. No entanto, o gestor destacou a demora para efetivação dessas punições, dentro do serviço público.

Ao ser indagado por Julio Cesar, Costa Dias reconheceu a importância de que nenhuma excepcionalidade ocorra, destacando, no entanto, ser impossível garantir que elas não venham a acontecer.

Os representantes da Secretaria Municipal de Saúde pediram auxílio dos parlamentares para visitar os hospitais do Estado que atendem o município e cobrar a desmobilização de leitos nessas unidades.