Vereadores planejam vistorias em escolas municipais

- Vinicius Lousada

Antes, vão se reunir na Secretaria de Educação, nesta quarta, para atualizar informações sobre providências já tomadas e pendentes que viabilizem a retomada das aulas presenciais com segurança

Vereadores se reuniram nesta terça-feira (12/01) para traçar estratégias de verificação das condições das escolas municipais para eventual retorno das aulas presenciais no contexto da pandemia da COVID-19. A ação é desdobramento de Reunião Pública que tratou do assunto na semana passada.

Participaram do encontro de hoje os parlamentares Beto Domingues (Cidadania), Chiara Ranieri (DEM), Pastor Edson Miguel (Republicanos), Estela Almagro (PT), Eduardo Borgo (PSL), Marcelo Afonso (Patriota) e Júnior Rodrigues (PSD).

Como primeira tratativa, os vereadores cumprirão agenda, nesta quarta (13/01), às 14h, com a secretária de Educação, Maria do Carmo Kobayashi, com o intuito de averiguar quais questões de ordem burocrática ainda estão pendentes para garantir o retorno parcial das aulas de forma segura.

Na semana passada, a gestora relatou problemas nos totens de álcool em gel comprados pela administração anterior e que a licitação compra de canecas para o uso dos alunos, por exemplo, ainda estava sob análise do jurídico.

Os parlamentares pretendem verificar se outros processos estão na mesma situação ou em etapa de tramitação ainda anterior.

Munidos dessas informações e também dos dados requeridos pela vereadora Chiara à administração ainda no fim do ano passado, farão averiguações in loco, por amostragem, nas unidades municipais de ensino.

Para isso, utilizarão como parâmetro roteiro e check-list desenvolvidos pela Conselho Municipal de Educação e obtidos pela vereadora Estela.

Na reunião de hoje, a vereadora Chiara pontuou as questões de infraestrutura como principais desafios das escolas administradas pela Prefeitura, no que se refere a demandas por reformas, manutenção periódica e administração de recursos destinados diretamente para que as unidades promovam ajustes e intervenções de pequena monta.

As peculiaridades das unidades de Educação Fundamental e de Educação Infantil foram abordadas.

Também foi discutida a necessidade de sistematização da organização das escolas, considerando, por exemplo, a divisão das turmas em grupos e protocolos de higienização dos ambientes.

Os desafios de aspectos pedagógicos também foram colocados, seja do ponto de vista da rede (em que se verificou descompassos de conteúdo e de frequência no oferecimento de materiais entre as unidades de ensino municipal) quanto dos alunos, suas famílias e contextos socioeconômicos em que estão inseridos.

Neste sentido, a Reunião Pública da semana passada apontou a importância de que um comitê formado por Educação, Saúde e Assistência Social atue de forma integrada na tomada de decisões sobre a retomada das aulas presenciais.

Representantes da Saúde devem participar da agenda com a secretária Kobayashi nesta quarta.

Os vereadores Eduardo Borgo, Chiara Ranieri e Edson Miguel abordaram impactos da privação de convívio no ambiente escolar na saúde emocional de crianças e adolescentes.

Estela Almagro, por sua vez, colocou ser essencial a realização da averiguação das condições de estrutura e pessoal antes de qualquer medida por parte do Governo Municipal.

Júnior Rodrigues frisou que a obrigatoriedade de frequência presencial não pode ser imposta, antes de efetivo controle da pandemia.