Vereadores cobram planejamento para que Distrito Industrial 5 ‘saia do papel’

- Vinicius Lousada

Projeto votado apenas define o zoneamento para gleba de 2 milhões de metros quadrados, cuja doação ao município será formalizada pelo estado; local depende de investimentos em infraestrutura para receber empresas

Foi aprovado em Plenário, nesta segunda-feira (16/09), o Projeto de Lei do prefeito Clodoaldo Gazzetta que propõe a classificação como distrito industrial de gleba com mais de 2 milhões de metros quadrados, cuja doação ao município será formalizada pelo governo do estado de São Paulo (Processo 171/19).

A área será chamada de Distrito Industrial 5, próxima à saída da Marechal Rondon, para a via que interliga Bauru e Lins.

A matéria levou diversos vereadores à Tribuna. Presidente da Comissão de Obras e Serviços Públicos, Mané Losila (PDT) observou que, mais importante do que receber o imóvel, é dotá-lo de infraestrutura para que haja condições para que empresas se desenvolvam no local.

Natalino da Silva (PV) pontuou a limitação orçamentária da Prefeitura para executar as obras necessárias.

Nesse sentido, o vereador Markinho Souza (PP), líder do governo na Câmara, destacou a importância de que a administração disponha de pessoas elaborando projetos visando a captação de verbas junto a outros entes federativos.

“Por isso, é fundamental a criação do nosso Instituto de Planejamento”, alertou o parlamentar do PP.

Chiara Ranieri (DEM), por sua vez, falou sobre a inexistência de articulação política do governo municipal, junto ao Estado, à União, grupo e partidos, o que dificulta a viabilização de projetos.

José Roberto Segalla disse estranhar a necessidade de definir o zoneamento da propriedade antes da conclusão do processo de doação das terras pelo estado. O parlamentar acredita que não será nessa nem na próxima Legislatura que o local poderá, de fato, ser chamado de distrito industrial; e elencou a necessidade de, antes, garantir estrutura mínima aos outros quatro distritos onde já atuam cerca de 200 empresas.

Presidente da Câmara, ele ponderou ainda que a oferta de área não é mais fator decisivo para a atração de novas empresas a uma cidade.

O projeto volta à Pauta na próxima semana para ser apreciado em Segunda Discussão.