Telma Gobbi pede estudo sobre priorização de recursos para o Hospital das Clínicas

- Assessoria de Imprensa

Segundo a parlamentar, que é médica, a destinação de investimentos para equipar a unidade, ligada ao curso de medicina da USP, pode atender demandas prioritárias da assistência hospitalar em Bauru

Ao destacar a importância da abertura de novos 16 leitos no Hospital de Base (HB), a vereadora Telma Gobbi (SD) defendeu, na última segunda-feira (05/09), que os gestores da Saúde do município e do estado avaliem a possibilidade de priorizar a abertura do Hospital das Clínicas (HC), ligado ao curso de medicina da USP-Bauru.

A ponderação se deu após a notícia de que estão avançados os trâmites para a contratação da empresa que vai reformar o Manoel de Abreu, hospital fechado desde 2016.

Segundo a parlamentar, que é médica e preside a Comissão de Saúde da Casa, é possível que os mesmos recursos necessários para a obra física e outras intervenções na unidade que terá 75 leitos sejam suficientes para equipar o HC, cujo prédio está pronto, com pequenas pendências, conforme constatado em visita técnica de vereadores. A unidade contará com 200 vagas.

“Se temos que escolher porque não tem dinheiro para tudo, então temos que ter a oportunidade de checar essas planilhas e averiguar o que é melhor para a cidade”, pontuou Telma Gobbi.

A vereadora frisou não ser contrária à reabertura do Manoel de Abreu, explicando que apenas entende ser necessária a hierarquização de prioridades.

Outro ponto que pode justificar a destinação dos recursos inicialmente ao HC é o perfil de assistência planejado para o Manoel – com leitos para casos de baixa complexidade.

Na Tribuna, a presidente da Comissão de Saúde afirmou que leitos de especialidade, inclusive para cirurgias, e de UTI encabeçam as demandas na região de Bauru.

Telma reconheceu, no entanto, que o custeio operacional do HC também será maior. “As vidas não têm preço, mas a saúde tem custo”.

Recuperação

A parlamentar falou ainda sobre drástica redução de leitos hospitalares públicos em Bauru ao longo dos anos. Antes da crise revelada pela Operação Odontoma, o Base operava com 200 vagas. Este patamar não voltou a ser alcançado nem mesmo após a abertura dos novos 16 leitos, na última segunda-feira.

Já o Manoel de Abreu chegou a funcionar com 176 leitos, embora tivesse apenas 41 ativos antes de fechar as portas para a reforma que ainda não saiu do papel. “Depois da obra, vamos para 75. E os outros 100?”, questionou em entrevista ao Portal Legislativo.

Telma Gobbi também enfatizou a necessidade de reorganização da rede de atenção básica, de responsabilidade do município, para desafogar as demandas por internações, exames e cirurgias.

Assista à íntegra do pronunciamento