Segalla cobra revisão dos PCCSs e critica mudanças pontuais para categorias

14/08/2019 - Câmara Municipal de Bauru

'Como ficam os outros quase 7 mil servidores', questionou o parlamentar, que também falou sobre o 'rodízio' de servidores no comando de diferentes secretarias de governo

O vereador José Roberto Segalla (DEM) voltou a cobrar do prefeito Clodoaldo Gazzetta a apresentação de propostas para a revisão dos Planos de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) da administração municipal.

“Desde o primeiro minuto desta Legislatura, a gente vem criticando esses planos, que são foco de problema. Em vez de resolver isso, o governo propõe mudanças pontuais. Não quero dizer que os servidores não mereçam, mas quero saber como ficam os outros quase 7 mil?”, questionou na Tribuna da Câmara Municipal da última segunda-feira (12/08).

O parlamentar se referiu à recente Lei Municipal que majorou o vencimento das merendeiras e ao projeto, retirado hoje (14/08) pelo prefeito, que propunha o reenquadramento do cargo de agente para técnico administrativo, beneficiando 351 funcionários da categoria.

Sobre os PCCS, o governo admitiu a necessidade de revisão ao contratar uma empresa para propor novo movelo. O compromisso, porém, foi rompido em razão do não cumprimento do objeto.

Até agora, porém, não chegou à Câmara Municipal qualquer informação sobre medidas tomadas pela administração para retomar o trabalho proposto.

A principal preocupação em torno dos planos está relacionada ao crescimento vegetativo do gasto com folha de pagamento da Prefeitura, em descompasso com a capacidade financeira e fiscal do poder público em honrar com esses custos.

Ainda na Tribuna, José Roberto Segalla reiterou a necessidade de que o projeto do “Novo Organograma” proposto pelo prefeito seja profundamente discutido na Casa de Leis. Uma Audiência Pública foi convocada pela Comissão de Justiça, Legislação e Redação para esta sexta-feira (16/08).

Secretariado

O vereador também comentou as notícias sobre mudanças no secretariado de Gazzetta e criticou o modo como o prefeito tem lidado com o assunto.

“Se ele fosse um técnico de futebol, quando machucasse o ponta esquerda, colocaria o goleiro na posição”, comparou, ao falar sobre o “rodízio” que tem sido feito entre servidores de carreira no comando de diversas pastas.

Segalla exemplificou com o caso de Sidnei Rodrigues, que, no governo Gazzetta, já respondeu pela Defesa Civil, está como secretário do Meio Ambiente e é cotado para a Obras, da qual já esteve à frente na administração do prefeito Rodrigo Agostinho.

Assista à íntegra do pronunciamento