Em Audiência Pública, Saúde apresenta estratégia de territorialização

27/09/2018 - Vereadores Sandro Bussola, Yasmim Nascimento, Serginho Brum, Paulo Coxa e Coronel Meira participaram da reunião, que apontou a discrepância de indicadores entre as regiões da cidade

Secretário de Saúde, José Eduardo Fogolin

  A relação entre receitas e despesas da Saúde em Bauru e o relatório de atividades e serviços prestados no segundo quadrimestre de 2018 foram apresentados, nesta quinta-feira (27/09), pelo secretário José Eduardo Fogolin, em Audiência Pública realizada no Plenário da Câmara Municipal. Na ocasião, o gestor falou ainda sobre a implantação do conceito de territorialidade para a definição de estratégias e políticas da pasta. Assista aqui

  Bauru foi dividida em quatro macrorregiões: Norte, Sul, Noroeste e Sudeste – cada uma delas com uma diretoria territorial, instituídas há cerca de 15 dias por meio da reorganização de cargos já existentes.

  O objetivo é, a partir dos indicadores, definir ações e direcionar recursos humanos e financeiros específicos para resolver os problemas mais emergenciais em cada parte da cidade.

  Respondendo a questionamento do vereador Coronel Meira (PSB), Fogolin pontuou que os territórios apresentam discrepâncias de desempenho em diferentes indicadores. Segundo ele, mesmo na Região Sul, onde vivem pessoas com maior poder aquisitivo, existem índices problemáticos; embora reconheça que haja mais dificuldades na Região Noroeste, que, nos últimos anos, foi alvo de grande adensamento populacional decorrente da construção de empreendimentos de moradia de interesse social.

  Exemplo disso está na Mortalidade Infantil. Enquanto a taxa por 1.000 nascidos vivos é de 13 em Bauru, neste território, chega a 20,2.

  Isso, de acordo com o secretário, indica a necessidade de potencializar serviços ligados ao acompanhamento pré-natal e à saúde na primeira infância nas unidades dos bairros que integram a Região Noroeste; enquanto os demais territórios apresentam outras necessidades mais urgentes.

  Fogolin disse ainda que Bauru é uma das primeiras cidades a implantar o modelo, bem-sucedido em municípios como Curitiba (PR) e São Bernardo do Campo (SP).

  Diante da explanação, Meira sugeriu que a lógica da territorialização seja aplicada também à assistência odontológica.

  Serginho Brum (PSD) elogiou a iniciativa, observando que a informatização da rede precisa sair do papel, especialmente para garantir que, em qualquer unidade municipal de Saúde, os profissionais tenham acesso ao histórico e prontuários dos usuários do SUS (Sistema Único de Saúde).

Yasmim Nascimento, Coronel Meira, Serginho Brum e Paulo Coxa

Contrapartidas

  Também participaram da audiência os vereadores Sandro Bussola (PDT), Yasmim Nascimento (PSC) e Paulo Coxa (PP), que perguntou a Fogolin quais os critérios adotados para a destinação de recursos obtidos a partir das contrapartidas pagas ao município com o intuito de mitigar os impactos causados por novos empreendimentos.

  O secretário explicou que o dinheiro, necessariamente, é aplicado na região do empreendimento, com base em prioridades elencadas pelos Núcleos Gestores das unidades. Ainda segundo ele, é novidade a exigência de contrapartidas para a Saúde no município.

Menos recursos federais

 Na primeira parte da Audiência Pública, Fogolin voltou a falar sobre o estrangulamento de repasses federais para o financiamento da Saúde, apontando a necessidade de que a União reveja a PEC 95, que congelou as despesas do governo pelos próximos 20 anos.

  Com a vigência da regra, a crescente demanda por serviços públicos de Saúde exige que, cada vez mais, o município injete maior volume de recursos próprios para manter e ampliar atendimentos.

  Nesse sentido, Coronel Meira pontuou a inviabilidade da proposta do município para assumir a gestão do Hospital de Base.

Saúde Básica

  Como fator positivo, José Eduardo Fogolin destacou o crescimento do número de consultas na Atenção Básica – foram 86.274 no segundo quadrimestre de 2018: 27,5% a mais na comparação com o mesmo período do ano passado.

  Ainda assim, elas correspondem a menos de um terço do total de consultas realizadas na rede municipal. Foram 64% na Urgência, 31% na Atenção Básica e 5% em Especialidades.

Veja a íntegra do material apresentado

 

VINICIUS LOUSADA

Assessoria de Imprensa