Na Sessão, parlamentares apresentam sugestões para a contenção do coronavírus em Bauru

- Assessoria de Imprensa

Discussões sobre a pandemia, que ainda não fez vítimas na cidade, dominaram os pronunciamentos na Tribuna da Câmara

Na Sessão Ordinária da Câmara Municipal de Bauru, realizada nesta segunda-feira (16/03), vereadores trataram, por diferentes abordagens, das implicações decorrentes do coronavírus. De maneira atípica, como medida de prevenção, os trabalhos legislativos de hoje já não foram abertos ao público. Leia mais

Até o momento, são 234 casos confirmados no Brasil, sendo 152 no estado de São Paulo.

Na cidade de Bauru, há 12 casos em investigação, mas nenhum confirmado, de acordo com a Secretaria Municipal de Saúde.

Médica e presidente da Comissão de Saúde da Casa de Leis, a vereadora Telma Gobbi (Solidariedade) observou que “criar alarde não serve para nada”, destacando a necessidade de que munícipes tomem medidas de prevenção, evitando aglomerações e reforçando medidas de higiene.

Na Tribuna, a parlamentar ponderou, entretanto, que o perigo não deve ser ignorado, pois 80% das pessoas infectadas apresentam sintomas leves, e sem saberem do diagnóstico, disseminarão o agente infeccioso. Ainda segundo ela, para cada 1.000 casos, estima-se que haja de cinco a 40 óbitos.

Telma destacou que problemas antigos ainda enfrentados pelo município se agravam em situações como esta, citando como exemplos o déficit de leitos em UTI e de ventiladores pulmonares disponíveis nas unidades de saúde.

A vereadora solicitou a criação de canais de esclarecimento para que a população tenha acesso de forma efetiva a informações sobre formas de prevenção e identificação dos sintomas.

Sandro Bussola (PDT) acredita que é dever do poder público preparar o município para enfrentar a pandemia. “O momento agora é de solidariedade e juntar forças. Não podemos enfrentar o vírus de forma pacífica”, pontuou.

Ele pediu que a Secretaria do Bem-Estar Social (Sebes) dedique atenção especial às famílias de baixa renda, considerando, por exemplo, a alta do preço do álcool gel.

Ricardo Cabelo (Cidadania) reivindicou que a administração apresente alternativas em relação à paralisação das aulas no município, para as famílias que não têm com quem deixar suas crianças, considerando orientações de que as mesmas não sejam deixadas sob cuidados dos avós, pois os idosos são classificados como grupo de risco.

O vereador Edvaldo Minhano (Cidadania) salientou que uma das medidas para prevenir a contaminação é a manutenção de ambientes arejados e criticou a falta de ventiladores em quantidade suficiente nas escolas públicas.

José Roberto Segalla (DEM) alertou que, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), há registros de mortes de crianças infectadas pelo vírus, e chamou a atenção para o não cancelamento de festas universitárias que devem reunir grande quantidade de estudantes na cidade.

Mané Losila (PDT) defendeu que o Poder Executivo monte um plano de ação preparando o município para o ápice da disseminação do coronavírus, considerando inclusive medidas de monitoramento de passageiros que entram em Bauru pelo Aeroporto Moussa Tobias e pelo Terminal Rodoviário.

O parlamentar se colocou à disposição para colaborar na definição das medidas que sugeriu.

Markinho Souza (PP) destacou que os países que não enfrentaram o problema com seriedade estão enfrentando consequências de forma mais severa e falou sobre locais com grande circulação de pessoas, como ônibus e supermercados, onde as medidas de prevenção precisam ser também de iniciativa das empresas: “Chegou a hora de deixar de ser egoísta e pensar no próximo”.

Francisco Carlos de Góes – Carlão do Gás (MDB) comparou dados de infecção de coronavírus com outras patologias, como sarampo e HIV. De acordo com o parlamentar.