Financiamento: Telma pede estudo que demonstre vantagem de compra sobre locação de maquinário

- Assessoria de Imprensa

Para a parlamentar, parece conveniente a alegação de que projetos foram perdidos em 'apagão' do sistema da Prefeitura

A vereadora Telma Gobbi (Solidariedade) cobrou do Poder Executivo demonstrações efetivas de que o financiamento de R$ 46,6 milhões seja vantajoso para o município. O governo Clodoaldo Gazzetta pleiteia junto à Câmara Municipal autorização para contratar a operação de crédito junto ao Banco do Brasil, para viabilizar obras de infraestrutura e a compra de maquinário.

Para o segundo eixo, é proposto o investimento de R$ 10,3 milhões.

Na Tribuna durante a Sessão Ordinária da última segunda-feira (07/10), a parlamentar pontuou que, para além da relação dos equipamentos que deseja adquirir, a administração precisa apresentar planilhas de custos, com detalhamentos, por exemplo, da projeção de despesas com manutenção e da depreciação dos bens; comparando com estudos que estimem os gastos no caso de locação das máquinas.

Telma pontuou que muitas empresas, inclusive bancos, optam pelo aluguel de viaturas. “Muitas vezes, o mundo caminha de uma forma e nós, de outra”, frisou.

A pressão do Executivo para que o Projeto de Lei que trata do financiamento tramite com celeridade também foi criticada pela vereadora.

Projetos e o apagão

Em relação às obras de infraestrutura, Telma Gobbi disse que, se não há obrigação legal, há o dever moral de que os projetos executivos das ações sejam apresentados. Em resposta à Comissão de Justiça, o governo aponta que eles inexistem em alguns casos.

Nesse sentido, a parlamentar disse parecer conveniente a versão apresentada pelo Executivo a veículos de comunicação de que alguns projetos foram perdidos pelo “apagão” nos sistemas da Prefeitura.

Ainda na Tribuna, a vereadora apontou a lentidão do município em dar solução ao problema tecnológico, já que, em 22 de julho, chegou à Câmara a informação de que o governo desistiria da contratação por emergência, considerada por ela inoportuna, para garantir a recuperação dos dados.

Na ocasião, foi dito que um chamamento público seria aberto. Mas, até agora, providências não foram concretizadas.

Assista à íntegra do pronunciamento