Em entrevista à TV e Rádio Câmara Bauru, Suéllen Rosim falou sobre a gestão da cidade e os desafios para os próximos dois anos

- Assessoria de Imprensa

O jornalista Nélson Gonçalves entrevistou a chefe do Executivo pela primeira vez no estúdio integrado das emissoras de televisão e rádio; nesta terça-feira, o programa recebeu o presidente da Funprev, David Françoso

A TV e Rádio Câmara iniciam o ano entrevistando as autoridades municipais para debater os principais assuntos estruturantes da cidade. Na última quinta-feira (5/1), o programa “Entrevista”, veiculado pela Rádio e TV Câmara, recebeu, pela primeira vez nos estúdios, a prefeita Suéllen Rosim (PSC).

Entrevista

A prefeita Suéllen Rosim iniciou falando do balanço do primeiro biênio à frente da gestão do município. "Nosso maior desafio ao longo desses dois anos foi conseguir tocar o dia a dia e ainda pensar em projetos paralelos”, apontou a chefe do Executivo, considerando que, infelizmente, os processos na máquina pública são mais morosos quando comparados com os da iniciativa privada.

Em sua opinião, a Prefeitura não estava preparada, em termos de estrutura interna, para o superávit de arrecadação, destacando questões relacionadas, principalmente, com organograma e mão de obra, que ainda são problemas na Administração Pública. A prefeita exemplificou com o Calçadão da Batista de Carvalho, pontuando que quando assumiu era um dos seus desejos realizar a revitalização do local. Entretanto, como não havia nenhum projeto para isso, iniciou-se todo o processo durante a sua gestão, o que, por ser iniciativa pública, mostrou-se um procedimento moroso.

Suéllen Rosim informou que parte do recurso extra da ação da dívida federalizada, cerca de R$ 80 milhões, será destinada à infraestrutura do município, por meio de licitação encaminhada com tal objetivo.

Em relação à região central da cidade e ao diálogo com o novo governador do Estado de São Paulo, pontuou que o projeto relacionado à ferrovia já é de conhecimento de Tarcísio de Freitas. Para a prefeita, por também ser uma pauta do chefe de Estado, há a possibilidade de um avanço no assunto. Atentou ainda que não é um projeto rápido, mas pretende que seja iniciado em sua gestão.

Segundo a chefe do Executivo, uma reunião será realizada junto às entidades e representantes do centro e da Câmara para que se crie uma proposta bem consolidada e madura para apresentar ao Estado.

Ainda acerca do diálogo com os governos do Estado e da União, apontou que a Administração Municipal já está se preparando para qualquer programa habitacional que venha a ser implementado. Em relação à Saúde, considerou que as duas frentes que precisam ser acompanhadas mais de perto são em relação à abertura do Hospital das Clínicas (HC) de Bauru, instalado no "predião" do Centrinho da USP, e contratação de mais profissionais para a área da saúde.

Durante a entrevista, a prefeita também apresentou os planos de sua gestão para os próximos dois anos. De acordo com ela, neste período, a atenção à saúde será no sentido de fortalecer a saúde básica, aumentando o trabalho preventivo no município. Em relação à Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru (Emdurb), falou sobre q necessidade de se fazer uma revisão de contratos, “enxugar mais a máquina”, retirar os serviços que dão prejuízo e realizar a reintegralização de capital.

Segundo Suéllen Rosim, o objetivo é que no primeiro semestre deste ano sejam definidas as regras para a concessão pública para a finalização e operação da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) Vargem Limpa e, em paralelo, dar início ao projeto de drenagem da avenida Nações Unidas, o que envolve aporte financeiro de cerca de R$ 500 milhões, que deverá ser executado por etapas.

Em relação aos resíduos sólidos da construção civil, a chefe do Executivo disse que já é um assunto que tem sido tratado junto ao Ministério Público do Estado de São Paulo (MPSP). O objetivo é ter uma nova área e a empresa atual resolver a questão do passivo ambiental, já que a área da cava, no Jardim Chapadão, precisa ser encerrada. Segundo a chefe do Executivo, há uma área no Distrito Industrial 4 que poderia atender às normas.

Acerca dos temas envolvendo a água no município, a prefeita apontou a intenção de iniciar a recuperação do Rio Batalha ainda neste ano e, atrelado a isso, continuar discutindo os investimentos.

Já na área da Educação, informou que um levantamento do número de escolas que precisam de Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB) está sendo realizado. Para Suéllen Rosim, o atual secretário de Educação, Nilson Ghirardello, tem uma missão relacionada à infraestrutura, em razão deste ser o maior problema da pasta. De acordo com ela, duas escolas serão entregues até o final deste mês, a Emef Waldomiro Fantini e a Emef Santa Maria. Além disso, outras três obras serão retomadas este ano. “90% dos prédios da Educação precisam de reforma e alguns precisam ser demolidos e construídos do zero”, afirmou.

Questionada sobre o Recinto Mello Moraes, a prefeita informou que a Administração Municipal optou por assumir o local em definitivo, pontuando que o espaço abriga a sede da Secretaria Municipal de Agricultura e Abastecimento (Sagra) e ao longo do tempo será ocupado com outras atividades. Segundo ela, a instalação de uma Escola Técnica Estadual (Etec) no recinto pode ser uma das soluções. Ainda destacou que a área tem uma ação do Ministério Público (MP), o que limita a autorização de alguns eventos no local.

Suéllen Rosim ressaltou que há poucos espaços no município para a realização de eventos, portanto, realizar a concessão do Recinto seria perder mais um local. “Por enquanto, é o modelo que está dando certo”, concluiu.

A respeito da dívida da Companhia de Habitação Popular de Bauru (Cohab), informou que o acordo entre a Caixa Econômica Federal e a companhia tende a sair este ano, entretanto, atentou que, neste momento, o andamento do processo depende, em maior parte, do banco.

Indagada acerca dos projetos na área do Aeroclube de Bauru, a prefeita pontuou que há projetos interessantes para o local, mas que é necessário esperar o processo se consolidar.

Caminhando para o fim da entrevista, a chefe do Executivo também tratou sobre a instalação do Campus Bauru do Instituto Federal de São Paulo (IFSP). De acordo com Suéllen, no momento, o município fará um convênio e alugará um prédio para que os cursos tenham início. Disse acreditar que nesse primeiro semestre do ano o assunto será discutido com mais afinco. Paralelo a isso, também irão retomar a discussão sobre a construção do prédio definitivo.

Em relação à entrega de cestas básicas às famílias em situação de vulnerabilidade, a prefeita destacou que, em termos de recursos, não deveria estar ocorrendo a ausência de entregas. Ainda destacou que tem conversado com a Secretaria Municipal do Bem-Estar Social (Sebes) acerca do assunto. “A gente tem um volume, mas nós temos a assistência para isso”, apontou.

Ao final da entrevista, a chefe do Executivo concluiu destacando que, apesar de muitas ações ainda precisarem ser realizadas, o município está avançando.

Segunda entrevista

Nesta terça-feira (10/1), o presidente da Fundação de Previdência dos Servidores Públicos Municipais Efetivos de Bauru (Funprev) de Bauru, David Françoso, falou sobre a gestão da entidade para os próximos dois anos.

O presidente da Funprev, David Françoso, iniciou a entrevista destacando que a fundação apresenta uma necessidade de equacionamento entre receita e despesa. De acordo com ele, o déficit financeiro é de R$ 6,5 milhões ao mês, em relação ao pagamento dos proventos. Ainda pontuou que a Funprev assiste atualmente 4 mil pensionistas e aposentados (inativos), além dos 7 mil ativos na Prefeitura, entre servidores da própria Prefeitura, DAE e Câmara Municipal. “Nos preocupa muito porque essa situação, se não equacionada no curto prazo, pode levar à insolvência da fundação”, pontuou.

Durante a sua fala, David Françoso relatou que uma de suas missões é gerar um diálogo entre os envolvidos no processo de equacionamento do déficit para que ocorram sugestões de como realizá-lo. A perspectiva é de que em 30 dias tenham o cálculo atuarial com base no fechamento da carteira de 31 de dezembro. O presidente da fundação disse acreditar que fecharão o ano de 2022 com déficit. Em relação às ações, entende que é necessário um esforço em conjunto para haver uma pressão a nível de municípios para gerar debate mais amplo sobre o tema.

Françoso ainda informou que a Funprev de Bauru conquistou o certificado de nível II do Pró-Gestão dos Regimes Próprios de Previdência Social (RPPS), no final do ano passado, cumprindo todas as premissas e os requisitos para que a elevação de um nível ocorresse. A auditoria foi realizada pelo Instituto Totum e o certificado tem entre os seus diversos objetivos, o aperfeiçoamento da administração previdenciária. “Na medida que ela sobe de nível na sua certificação, ela também ganha poderes de diversificar melhor a carteira de investimentos”, concluiu.

Agenda

Nas próximas semanas, o programa “Entrevista” dará continuidade à série de entrevistas com a os representantes da gestão municipal, que falarão sobre os principais assuntos da cidade.

Assista

O programa na íntegra já está disponível no canal oficial da TV Câmara no YouTube. Os munícipes poderão acompanhar a reprise pela Rádio Câmara Bauru (93,9 FM) e também no Aplicativo disponível para aparelhos iOS e Android. Já a TV Câmara Bauru transmite seu conteúdo nos canais 10 Claro/NET e 31.3 UHF Digital, durante a sua programação.