Dia Municipal em homenagem às vítimas da pandemia é debatido em Audiência Pública

- Assessoria de Imprensa

A data visa lembrar os bauruenses que perderam a luta para o novo coronavírus; até o momento, Bauru contabiliza 1.228 óbitos e 60.533 casos, e o Brasil registrou mais de 594 mil óbitos e 21 milhões de casos confirmados da doença

Por iniciativa do vereador José Roberto Segalla (DEM), a Câmara Municipal de Bauru promoveu, na manhã desta terça-feira (28/9), uma Audiência Pública Virtual para debater com lideranças sobre a criação do Dia Municipal em Memória às Vítimas da COVID-19 no município.

Participaram de forma virtual, os vereadores Chiara Ranieri (DEM) e Pastor Edson Miguel (Republicanos).

A audiência contou ainda com a presença, por videoconferência, do vice-prefeito e secretário municipal de Saúde, Orlando Costa Dias; da presidente do Fundo Social de Solidariedade (Fuss) de Bauru, Lúcia Rosim; da secretária municipal do Bem-Estar Social (Sebes), Ana Salles; da representante da OAB Bauru, Ana Carolina Canuto Minozzi; da presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB Bauru, Rosângela Thenório; da coordenadora do Conselho Municipal de Saúde (CMS), Graziela de Almeida Prado Piccino Marafiotti; e do representante da Associação Paulista de Medicina (APM) de Bauru, Marcos Cabello.

O objetivo do encontro foi homenagear as vítimas da COVID-19 e lembrar as pessoas que lutaram pela sobrevivência e superaram a pandemia do novo coronavírus. Segalla lembrou da legislação municipal de sua autoria, a Lei Municipal n.º 6.111/2011, que fixa critérios para instituição de datas comemorativas em Bauru.

De acordo com a legislação, é necessário obedecer ao critério da alta significação para os diferentes segmentos profissionais, políticos, religiosos, culturais e éticos que compõem a sociedade de bauruense. A definição do critério de alta significação será dada, por meio de audiências públicas realizadas com a entidades e membros sociedade. Após a realização da audiência, a proposição de data comemorativa será objeto de projeto de lei.

O primeiro caso confirmado pelo novo coronavírus foi registrado na cidade no dia 30 de março de 2020 e o primeiro óbito em 1º de abril de 2020. Bauru contabiliza, desde o início da pandemia, 1.228 óbitos.

Segalla ressaltou que a proposta da reunião em Audiência Pública é de homenagear as vidas perdidas, as famílias que perderam seus entes queridos e todos aqueles que estiveram expostos aos riscos no combate ao vírus e trabalhando nos serviços essenciais.

O vice-prefeito e secretário de Saúde, Orlando Costa Dias, parabenizou a iniciativa e falou da importância da memória para reconhecer o que aconteceu, as ações tomadas e o que poderia ter sido feito de forma diferente, buscando sempre errar menos.

Ana Salles, secretária do Bem-Estar Social, falou das dificuldades materiais e emocionais que muitas famílias passaram a enfrentar na pandemia. Frisou a importância dos profissionais da assistência social, que trabalharam expostos aos riscos, para continuar atendendo a população.

Para a presidente do Fundo Social de Solidariedade de Bauru, Lúcia Rosim, o registro vai ser histórico para que os filhos e netos saibam o que foi enfrentado por tantas famílias. “Famílias que perderam seus entes queridos, seus empregos e até seu direito de ir ao mercado”, disse.

Graziela de Almeida Prado Piccino Marafiotti defendeu a importância da união e do fortalecimento em prol da vida. Lembrou das 1.228 vidas perdidas pelas quais “lamentamos, sofremos e choramos juntos”.

Uma retomada das fases, das ações e das dificuldades da pandemia foi lembrada por Marcos Cabello, representante da Associação Paulista de Medicina (APM), pontuando que cada vida foi importante e que o total dessas perdas não pode virar somente estatística.

As representantes da OAB Bauru, Rosângela Thenório e Ana Carolina Canuto Minozzi, abordaram as variáveis sociais que interferem no risco de contaminação, como o risco dobrado para os membros das famílias em situação de vulnerabilidade social. Homenagearam todos os conselheiros municipais que continuaram servindo e lamentaram as mortes dos advogados e membros das comissões da OAB Bauru, Mario Henrique da Luz do Prado e Marizabel Ghirardello, em decorrência da contaminação.