Contas da Câmara: projeção aponta devolução de R$ 1,9 milhão à Prefeitura

20/09/2018 - Nos dois primeiros quadrimestres do ano, evolução das despesas foi de 2% na comparação com 2017 - índice abaixo da inflação

Consultor administrativo-financeiro, Alexandre Previero

  Em Audiência Pública de Prestação de Contas realizada nesta quinta-feira (20/09), por iniciativa da Comissão Interpartidária, o consultor administrativo-financeiro da Câmara Municipal de Bauru, Alexandre Previero, anunciou que, ao fim deste ano, o Poder Legislativo devolverá à Prefeitura cerca de R$ 1,9 milhão, em decorrência do resultado positivo esperado pela projeção de despesas da Casa em 2018. No ano passado, a devolução foi de R$ 1,7 milhão.

  De janeiro a agosto, os gastos totalizaram R$ 11.482.353,28. No mesmo período do ano passado, o montante foi de R$ 11.256.869,43. A variação de 2% está abaixo da inflação apurada nos últimos 12 meses.

  A receita programada para o Poder Legislativo de Bauru ao longo de 2018 é de R$ 20.234.000,00.

  Considerando o primeiro e o segundo quadrimestres - objeto da Audiência Pública -, as despesas com pessoal e encargos cresceram abaixo da média geral, em 1,55% e 1,02%, respectivamente.

  As chamadas despesas de capital foram as que mais subiram (146,58%), totalizando R$ 60.748,16 – referem-se a investimentos na compra de bens duráveis.

  Na relação dos gastos com terceiros, está incluída a reforma do telhado da Câmara, que deu fim ao problema de goteiras no prédio.

  Alexandre Previero também destacou a redução de gastos com materiais de consumo – consequência de diretrizes econômicas estabelecidas pela Presidência da Casa.

Limites

   A apresentação também demonstrou que a Câmara se mantém distante do limite de gastos com pessoal e encargos, em relação à Receita Corrente Líquida do Município: 1,51% frente o teto de 6%.

  A Constituição Federal, por sua vez, estabelece que os gastos com salários não ultrapassem 70% do Orçamento do Legislativo.  No fechamento do segundo quadrimestre de 2018, este índice ficou em 60,11%.

  "Diante deste momento de dificuldade da administração pública, a Câmara assume sua responsabilidade em colaborar com o Executivo para que não faltem recursos para a prestação de serviços essenciais", pontua Sandro Bussola.

O presidente da Câmara, vereador Sandro Bussola, durante a Audiência Pública no Plenário Legislativo

 

VINICIUS LOUSADA

Assessoria de Imprensa