Comissão de Educação confirma problemas com ventiladores em EMEII da Pousada

- Vinicius Lousada

Nas salas em que os aparelhos não estão quebrados, funcionam mal, causando desconforto às crianças; todos foram instalados quando da construção da escola, inaugurada em agosto de 2016

Atividade de fiscalização da Comissão de Educação da Câmara Municipal de Bauru constatou graves problemas com a falta ou o não funcionamento adequado de ventiladores em salas de aula e de atividades da EMEII Rosa Inês Úngaro Verinaud, na Pousada da Esperança.

Os vereadores Serginho Brum (PSD) e Fábio Manfrinato (PP), presidente e membro do colegiado parlamentar, estiveram na unidade na manhã desta terça-feira (05/11), após reclamações de pais e mães de alunos a respeito do calor intenso ao qual crianças de zero a cinco anos têm sido submetidos.

Foi constatado que os ventiladores de teto dos dois berçários estão quebrados. Na maioria dos outros espaços, os equipamentos funcionam mal, com o movimento das hélices extremamente lento.

A unidade de ensino foi inaugurada em agosto de 2016. Os aparelhos foram comprados e instalados pela empresa responsável pela obra.

Durante a vistoria, a diretora da escola, Rita de Cássia Zuquini, mostrou aos parlamentares dois ventiladores de chão, de pequeno porte, que foram adquiridos na tentativa de amenizar o calor.

Também acompanham a agenda as diretoras de Divisão da Secretaria Municipal de Educação Érika Navarro e Denise Mercado.

À comissão, foi dito que está em fase de elaboração processo de licitação para a compra de seis ventiladores de parede – considerados adequados para a estrutura de salas de aula -, mas não foi estipulado prazo

Em contato preliminar com a secretária de Educação, Isabel Miziara, os vereadores forma informados de que os ventiladores instalados estão em acordo com os padrões contratuais exigidos.

A gestora informou ainda que, como a escola foi construída com recursos federais, o projeto do prédio vem pronto e não pode ser alterado.

Encaminhamentos

Miziara disse também que não podem ser feitas intervenções na construção, até que o imóvel seja vistoriado pela União – o que ainda não ocorreu três anos depois de sua inauguração.

“É uma situação que não podemos aceitar. Foi bastante difícil ver as crianças dormindo em uma sala tão quente. Se o problema vem de cima, cabe ao município tomar providências para corrigir”, pontuou Fabio Manfrinato, que levou o assunto à Tribuna da Câmara de Bauru na segunda-feira (04/11).

A comissão deve ainda oficiar a secretaria pedindo que seja feita uma vistoria nas instalações elétricas, a fim de apurar se estão nelas a origem do mau funcionamento dos ventiladores.