Comissão cobra medidas emergenciais para mitigar falta d'água

- Assessoria de Imprensa

Presidente do DAE fala em decreto de emergência; autarquia aposta em contratação de caminhões-pipa e celeridade de obras para ativar poço do Santa Cândida

Em reunião convocada extraordinariamente pela Comissão de Obras e Serviços Públicos, em decorrência da crise hídrica que atinge Bauru, vereadores cobraram a tomada de ações emergenciais para mitigar, de imediato, o desabastecimento de água nas regiões da cidade que dependem do Rio Batalha.

Ao presidente do DAE, Eliseu Areco, parlamentares reiteraram que o rodízio oficialmente implantado pela autarquia não funciona. No Jardim Solange, por exemplo, moradores estão há 7 dias consecutivos com as torneiras secas.

Ao final da reunião, o presidente da comissão, vereador Mané Losila (MDB), se dirigiu ao Palácio das Cerejeiras, a fim de solicitar que o prefeito Clodoaldo Gazzetta decrete estado de emergência ou de calamidade pública.

A demonstração da necessidade da medida já foi documentada ao chefe do Poder Executivo, conforme relatou Eliseu Areco.

O gestor do DAE, por videoconferência, afirmou ainda que mantém Gazzetta informado sobre a situação e que a edição do decreto, agora, depende exclusivamente de ato administrativo do prefeito.

Entre outros pontos, a medida pode ajudar a acelerar e desburocratizar a contratação de caminhões-pipa.

Desde a quarta-feira da semana passada, contou Areco, a autarquia, tenta viabilizar a locação de 15 veículos para triplicar a capacidade de atendimento à população.

De acordo com o presidente do DAE, porém, há dificuldades para encontrar empresas que disponibilizem o serviço neste momento e as que se demonstram aptas apresentam valores considerados acima dos preços médios praticados pelo mercado.

Dessa forma, em condições ordinárias, a contratação se torna inviável pelas regras da Lei de Licitações.

Fila

Também participaram da reunião os vereadores Coronel Meira (PSL), Telma Gobbi (PP), Chiara Ranieri (DEM) e o presidente da Câmara, José Roberto Segalla (DEM).

Aos parlamentares, Areco disse que a fila de chamados por caminhões-pipa é de 400 pedidos.

Com os sete veículos do DAE, o atendimento diário varia de 80 a 100. O tempo de espera, portanto, chega a quatro dias.A água fornecida é retirada de poços distantes das regiões (des)abastecidas pelo Rio Batalha, onde o fornecimento está normalizado, e o serviço é prestado de 7h da manhã à meia-noite.

Eliseu Areco terminou a reunião com o pedido de que seja autorizado o abastecimento direto em caixas d’águas das residências, e não mais em baldes ou bacias levados por munícipes até os caminhões-pipa.

Poço

Inicialmente previsto para entrar em operação em dezembro, o novo poço do Santa Cândida – que aliviará a demanda do Batalha em alguns bairros - pode passar a fornecer água para a região em até 15 dias.

Para isso, é necessária a conclusão da instalação de adutora que interligue o ponto de captação à rede de distribuição.

Areco, durante a reunião, frisou que ações para a conexão entre bairros abastecidos por poços e os que dependem do Batalha devem ser prioritárias no ano que vem.

O presidente do DAE fez também uma exposição sobre investimentos realizados entre 2017 e 2020, nas áreas de produção, tratamento, reservação e setorização.

A situação da lagoa de captação é crítica. O tempo de recuperação da fonte de abastecimento subiu de seis para 15 horas.

Nova ETA

O gestor foi questionado sobre o desperdício de grande volume de água tratada pela ETA do Rio Batalha no próprio processo.

A estação, confirmou, está superada. Segundo o presidente, a autarquia deve contratar o projeto básico para a construção de uma nova.

Areco também admitiu o fracasso operacional da proposta de compra e distribuição de caixas d’água para residências de famílias de baixa renda.

O aumento nas contas de munícipes com problemas de abastecimento, em decorrência da pressão de ar na rede, e a dificuldade de contato com os telefones de atendimento do DAE também foram pontos abordados.

O presidente da autarquia falou ainda que multas por desperdício só podem ser aplicadas no segundo flagrante.