CEI da ETE: engenheiro responsável nega falhas em projeto executivo

- Assessoria de Imprensa

Comissão vai entregar Relatório Final dos trabalhos de apuração nesta sexta-feira

Na última oitiva da Comissão Especial de Inquérito (CEI) que apura eventuais irregularidades na concepção e na construção da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE Vargem Limpa), o engenheiro responsável pelo projeto executivo da obra refutou apontamentos acerca de problemas em seu trabalho.

Hildebrando Orlando Bragança de Vasconcellos atuava na ETEP Engenharia, empresa contratada para elaborar o estudo e, posteriormente, incorporada pela multinacional Arcadis Logos.

Após longa explanação conceitual sobre o futuro tratamento do esgoto de Baur, o engenheiro disse que a tecnologia adotada é segura e apresentará resultados esperados, a partir de parâmetros técnicos.

Sobre os problemas discutidos ao longo de todo o trabalho da CEI, como a inundação ao fundo da área dos tanques, constatada no canteiro de obras, o profissional afirmou que o reforço subestrutural e a drenagem suplementar, relacionados a aditivos de R$ 7 milhões, foram custos desnecessários.

Hildebrando defendeu que, no fundo dos tanques, a manta e uma camada de espessura com areia resolveriam o impasse.

O engenheiro negou problemas com afloramentos de água, mesmo confrontado por parlamentares que viram o acúmulo de líquido no canteiro.

Ele reiterou a responsabilidade sobre o projeto executivo e negou qualquer falha.

Ainda de acordo com o engenheiro, a COM Engenharia, responsável pela construção da ETE Vargem Limpa, inventa problemas com o intuito de ampliar os serviços para receber mais.

O engenheiro pontuou que a manta projetada para o fundo dos tanques custa cerca de R$ 30,00 por metro quadrados. Já a concretagem, pleiteada pela construtora, exigiria o desembolso de aproximadamente R$ 2.000,00.

Hildebrando disse ainda que, diante de questionamentos sobre o projeto, nunca deixou de prestar informações; mas não soube comentar o fato de o município ter enfrentado dificuldades para obter posições junto a Arcadis Logos, sucessora da ETEP.

Sobre problemas com estacas, o engenheiro disse que os erros de seram na execução do serviço.

Durante a oitiva, também contestou erros apontados pelo Tribunal de Contas da União (TCU) e afirmou que os mais de 1.000 complementos ou novos desenhos gerados a partir deles estavam relacionados apenas a detalhamentos, e não falhas.

Hildebrando afirmou que a responsabilização técnica sobre projetos é de cinco anos, prazo já vencido. A responsabilidade civil, entretanto, não expira.

Reta final

A CEI da ETE é presidida pelo vereador Mané Losila (MDB) e tem Edvaldo Minhano (Cidadania) como relator.

São membros Coronel Meira (PSL), Guilherme Berriel (MDB) e Yasmim Nascimento (PSDB).

O Relatório Final da comissão deve ser entregue até o meio-dia desta sexta-feira (17/07) para que seja votado pelo Plenário na Sessão Ordinária da Câmara Municipal de Bauru do dia 20 de julho.

Até lá, duas reuniões de trabalho voltadas para a conclusão das apurações.