Em Audiência Pública, Conselho da Comunidade Negra propõe 'Semana Cultural Afro-brasileira' em escolas

30/11/2018 - A partir do tema 'Vidas negras importam', Greice Luiz, Patrícia Iya Suru Alves, Roque Ferreira e Lucas Crepaldi expuseram a violência decorrente do racismo por diversas abordagens

Greice Luiz preside o Conselho da Comunidade Negra / Pedro Romualdo

  Em Audiência Pública com o tema “Vidas negras importam”, realizada na noite de quinta-feira (29/11), no Plenário da Câmara Municipal de Bauru, a presidente do Conselho Municipal da Comunidade Negra, Greice Luiz, propôs a realização da Semana Cultural Afro-brasileira em escolas públicas da cidade a partir de 2019.

  Ao final do encontro, após uma séria de exposições a respeito da necessidade de engajamento dos projetos pedagógicos no combate ao racismo, Greice pontuou que a medida pode fortalecer a aplicação Lei Federal 10.639/03, que inclui no currículo escolar o ensino da história e da cultura africana e afro-brasileira.

  A audiência, conduzida pelo presidente da Casa Legislativa, Sandro Bussola (PDT), contou ainda com a participação da secretária municipal de Educação, Isabel Miziara.

  A gestora observou que a negação do racismo, classificado pela educadora como uma “aberração”, dificulta a batalha contra o problema.

Expositores

Patrícia Iya Suru Alves é mestre em Comunicação Digital

  Antes, quatro expositores convidados pelo Conselho da Comunidade Negra abordaram questões importantes para o debate proposto pela audiência.

  Greice Luiz abriu as explanações, abordando como, historicamente, a população negra tem sido alvo de descaso, violência, preconceito e intolerância religiosa.

  A presidente do Conselho Municipal da Comunidade Negra falou ainda sobre a falta de comprometimento do poder público com as causas e dos direitos constitucionais não disponibilizados pelo Estado.

  Mestre em Comunicação Digital, Patrícia Iya Suru Alves tratou das violências sofridas por mulheres, especialmente as negras e jovens, incluindo a violência obstétrica.

  Ex-vereador, Roque Ferreira secretariou os trabalhos e, lembrando a execução de Marielle Franco e Anderson Nunes, explanou sobre o racismo institucional e estrutural; sobre a precarização de serviços públicos; e sobre a principal violência cometida contra a população negra: a escravidão que se prolongou por 400 anos, atingindo 25 gerações.

  A audiência contou ainda com a contribuição do presidente do Conselho Municipal de Direitos Humanos, Lucas Crepaldi.

Dívida Histórica

Presidente da Câmara, Sandro Bussola

  Presidente da Câmara, o vereador Sandro Bussola falou sobre s dívida histórica do Brasil com a população negra, reconhecendo que o poder público municipal está em falta com essas questões.

  O parlamentar endossou ainda a importância de que, sua filha, assim como outras crianças, aprenda na escola a história de Zumbi dos Palmares e outros ícones negros e negras, assim como aprende sobre Duque de Caxias e Tiradentes, exemplificou.

 

Os demais presentes na audiência também puderam se inscrever e externar suas contribuições / Crédito - Pedro Romualdo

 

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