Audiência Pública: alternativas para a futura gestão do lixo são levantadas

- Assessoria de Imprensa

Novo aterro sanitário, gestão efetiva do lixo e diálogo entre as instituições são destaques do encontro

A Câmara Municipal de Bauru promoveu, nesta sexta-feira (19/02), uma Audiência Pública com o intuito de discutir a situação do atual aterro sanitário e as possibilidades para o futuro manejo do lixo no município. O encontro foi uma iniciativa do vereador Júnior Rodrigues (PSD). Assista à íntegra.

Também participaram da audiência os parlamentares Beto Móveis (Cidadania), Luiz Carlos Bastazini (PTB), Chiara Raniei (DEM), Eduardo Borgo (PSL), Estela Almagro (PT), Guilherme Berriel (MDB), Lokadora (PP), Marcelo Afonso (Patriota) e Pastor Edson Miguel (Republicanos).

Convocada para o encontro, a prefeita Suéllen Rosim justificou sua ausência via ofício.

Objeto

No início da reunião, Júnior Rodrigues apresentou um breve histórico do aterro sanitário municipal, que não recebe mais os resíduos produzidos no município desde 2016.

Luiz Carlos Valle, Presidente da Emdurb, pontuou que o aterro sanitário municipal está localizado em uma área de 27 hectares, mas ocupa apenas 2 hectares. A proposta é viabilizar um novo aterro nesse espaço. Para isso, a gestão municipal precisa de uma licença da Cetesb. A alternativa diminuiria os custos referentes ao uso do aterro sanitário em Piratininga.

Dorival José Coral, responsável pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semma), apresentou dados referentes a atividade que ainda é realizada no aterro municipal, onde estão três piscinas para armazenamento do chorume, resultado dos resíduos enterrados nos anos de funcionamento do espaço.

Para o secretário, o chorume ainda preocupa e precisa de monitoramento constante. Em 2019, a retirada deste material das lagoas, para serem destinados ao tratamento e com o objetivo de evitar o transbordamento do material, custou ao Executivo um montante de R$ 1.391.900,00.

Alternativas

Durante a discussão, Guilherme Berriel apresentou alternativas para monetização e diminuição do lixo destinado aos aterros. O vereador é contra a abertura de um novo aterro sanitário.

Nesse sentido, Dorival Coral destacou que os maiores desafios na gestão dos resíduos são encontrar alternativas viáveis para a quantidade de lixo que o município coleta e uma separação efetiva dos materiais passíveis de reciclagem.

Gisele Moreti, presidente da Associação dos Catadores de Materiais Recicláveis de Bauru e Região (Ascam), ressaltou que o município precisa parar de discutir a separação e pensar na gestão efetiva dos resíduos.

Gisele pontua que mesmo que o material reciclável corresponda a mais da metade do lixo descartado pelo munícipes, a coleta desse material ocorre uma vez por semana, enquanto o lixo orgânico é recolhido três vezes no mesmo período.

Para ela, o município “enterra dinheiro” quando não recupera o material reciclável deste descarte, onerando o poder público, perdendo empregos e deixando de proteger o meio ambiente.

Eduardo Borgo disse enxergar a necessidade de um enfrentamento político e financeiro nessa questão. Para o parlamentar, o depósito dos resíduos feito em Piratininga é prejudicial para o município, já que o deslocamento e o descarte do lixo têm maior custo neste modelo.

Dorival Coral acredita que um novo aterro pode ser melhor planejado que os anteriores fazendo uso de novas tecnologias.

Diálogo

Muitos dos presentes apontaram a importância do diálogo entre Executivo, Legislativo e entidades do setor para chegar em uma solução vantajosa no futuro.

Júnior Rodrigues destacou a importância da Audiência Pública como instrumento salutar para o debate, agradecendo as colocações feitas durante o encontro. Para o parlamentar, é essencial discutir estes temas no início do mandato.

Chiara Ranieri sugeriu que os parlamentares fizessem uma visita até o aterro sanitário municipal com o objetivo de visualizar as questões levantadas durante a reunião.