Aos 101 anos, Aristides Luiz Pereira recebe a Medalha 'Sebastião Paiva'

- Assessoria de Imprensa

Vereador Serginho Brum propôs a honraria; homenageado chegou a Bauru em 1967, onde mora, até hoje, no Jardim Bela Vista

Nascido em 27 de novembro de 1920, na cidade de São Luiz do Guaricanga, distrito de Presidente Alves/SP, Aristides Luiz Pereira recebeu a Medalha “Sebastião Paiva” do vereador Serginho Brum (PDT).

A entrega da medalha, realizada na manhã desta quarta-feira (15/12), foi prestigiada por familiares Helena Linhares, Rafael Pereira, José Aparecido Pereira, Luiz Carlos Pereira, Neide, Luiz e Odete Pereira.

O projeto de Decreto Legislativo n.º 2046/2021 foi aprovado em Discussão Única, por unanimidade, pelo Plenário da Câmara de Bauru durante a 45ª Sessão Ordinária, no dia 6 de dezembro (Processo n.º 275/21).

A honraria é conferida pela Câmara Municipal a pessoas com 90 anos ou mais, que residem em Bauru há pelo menos três décadas.

Aristides estudou apenas até a 3ª série e aos 13 anos começou a trabalhar em uma fazenda, onde exercia diversas funções.

Aos 17 anos, foi jóquei de cavalos e em 1941, aos 21 anos, entrou para o exército. Fez parte do 18º Batalhão de Caçadores de Campo Grande-MT (à época, a divisão do estado ainda não havia sido feita), onde permaneceu até 1945.

No exército, atuava como primeiro atirador de metralhadora, equipamento que, segundo ele, disparava cerca de 600 tiros por minuto. Mais tarde, fez parte da cavalaria, função que, graças ao tempo de jóquei, tirava de letra.

Durante seu tempo de serviço no exército, chegou a concluir o treinamento para a 2ª Guerra Mundial. Seu batalhão estava pronto para o embarque, apenas aguardando ser chamado, quando recebeu a notícia de que a guerra havia terminado.

Com o fim do conflito, retornou para a casa depois de 4 anos e, em 1946, começou um açougue. Até hoje, com 101 anos, mostra destreza amolando as facas. Além de ser a profissão do homenageado, ele também gostava do ofício por poder degustar os produtos que vendia. “Às vezes, quando matavam algum boi, gostava de comer pão com tutano direto do osso”, comenta Aristides.

Através do açougue, conheceu Maria Alves de Mira, que mais tarde viria a ser sua esposa. Se casaram em 1947 e, junto com o sogro, adquiriu e tocou por breve período o armazém Casa Vencedora, estabelecimento que existe até hoje e já tem mais de 100 anos. Posteriormente se mudaram para Bauru no fim de 1967. Inicialmente no Jardim Godoy, apenas por um mês e, depois, na casa do Jardim Bela Vista, onde mora até hoje.

Permaneceram casados até o dia em que ela faleceu, em 18 de fevereiro de 2018, aos 87 anos. Juntos, Aristides e Maria construíram uma linda família com 7 filhos (Maria de Lourdes, Odete, José Aparecido, Luiz Carlos, Carlos Henrique, Célia e Lizete), 13 netos (Renata, Fabiano, Fabricio, Caio, Fabio, Rafael, Diogo, Cassio, Mauricio (in memoriam), Daniel, Julia, Giovana e Gabriela) e 6 bisnetos (Beatriz, Laura, Maria Clara, Isabela, Heitor e Manuela), até o momento.